
terça-feira, 26 de abril de 2011
Meaning.

quinta-feira, 14 de abril de 2011
Também se chamavam sonhos.
Todos nascemos com sonhos, e ao mesmo tempo, nascemos com a capacidade de conquistá-los. O mundo é verde, e não importa o que as pessoas digam, ele sempre será belo em meio a tanto fogo e destruição. Aquela paisagem no final do dia sob as montanhas nunca deixará de existir, nem mesmo o som das ondas batendo nas pedras. Acontece que os imprevistos estarão sempre presentes, claro... A vida não é de graça. Mas mesmo que o silencio envolva sua alma, mesmo que as trevas se mostrem presentes em sua vida, em um segundo, um milésimo de segundo que seja, seu coração irá acordar e sua alma irá se encher de esperança. A luz interior está em todos, bem escondida as vezes, ou adormecida talvez. Não existem barreiras ou montanhas que sejam páreas para a força do pensamento, caso este esteja guiado pela fé. Não existe nada que possa impedi-lo de alcançar o maior sonho, independente do quão impossível ou ilógico ele seja. Descubra o poder que há em você, descubra que não há trevas o suficiente para cobrir a luz que cada um tem em si. Descubra que até mesmo o silencio pode ser silenciado. E lembre-se, mesmo que o silencio envolva sua alma, nunca se esqueça, seu coração sempre cantará mais alto do que qualquer percalço em sua vida, pois todos nós nascemos com sonhos, e sonhos não envelhecem.

terça-feira, 12 de abril de 2011
Asas Indomáveis.
Ele acordou no meio do nada, meio confuso, desnorteado. Escutava apenas o barulho de pessoas falando, bem longe dali. Os passos eram barulhentos e causavam eco em sua volta. Ele se perguntou onde estava. Tudo parecia tão longe, como se ele estivesse alheio do mundo. A impressão era exatamente essa, quando sua mente começou a clarear, ele entendeu onde estava. Era uma montanha, rodeada de rochas, um pouco longe da cidade movimentada. Ele havia se isolado lá, mas não para meditar e buscar conforto, e sim, esquecer os problemas, que por sinal, eram muitos.
Ao perceber finalmente o que estava acontecendo, ele simplesmente sentou em uma rocha e começou a observar a cidade de longe. E lá estavam as pessoas, caminhando com pressa, cheias de problemas. A cidade rodeada de energia pesada, energia de cansaço, de desmotivação. Ver aquelas pessoas de longe, era como ver sua cabeça de longe. Todos os seus neurônios andando para lá e para cá de forma completamente confusa, como se estivessem perdidos, em busca de soluções.
Em meio a distrações e reflexões ele finalmente se deu conta que atrás das rochas, longe da cidade, estava o oceano. Lindo e azul. Aberto e distante, rodeado por um céu limpo e estrelado. E agora as coisas pareciam mais claras, esse era o lugar onde ele costumava ficar, antes de se perder em meio de tantos problemas. Esse era ele antes de querer tentar resolver tudo de uma vez. Não o julgo por isso, é uma atitude corajosa, mas não há ser humano que agüente tanta pressão, não importa a força interior da pessoa, chega uma hora em que tudo simplesmente desaba. Agora ele entende o que aconteceu com sua vida. Ele perdeu o controle. Ele antigamente controlava tudo da maneira que podia e quando podia. Era bravo quando necessário, atacava com suas ondas violentamente a areia, mas apenas quando necessário. Assim como o oceano, o emocional dele agia. Ele observava tudo com calma, detalhe por detalhe, para assim entender o que precisa ser resolvido primeiro e como resolver. Ele não deixava os problemas o afogarem, ele os controlava de longe, com a fúria dos mares, a calma intensamente azul de um oceano aberto e a visão ampla de um céu estrelado. Seu lugar não era na cidade no meio dos problemas e confusões, nem nas rochas sem agir. Mas sim, no oceano, onde até mesmo as estrelas do céu podem guiá-lo para o melhor caminho.
Todos nós temos problemas, conflitos internos e dificuldades para conciliar o rumo de nossas vidas. Todos nós queremos resolve-los da melhor maneira possível, ou de preferência, da mais rápida. Mas do que adianta querer algo, se não acreditamos em nós mesmos? De que adianta querer lutar por algo se desistimos no primeiro obstáculo? De que adianta tentar controlar tudo, se sabemos que perderemos o controle? Analise bem o seu jeito de agir, de lidar com esses problemas. Pois cada um tem sua estratégia, seu porto seguro.
Ele sabe que um dia ele terá sua recompensa. Não importa quantos problemas ele venha a ter, não importa quantos obstáculos. Ele sabe que depende apenas dele, nenhum outro fator seja físico ou espiritual pode impedi-lo de conseguir o que quer, nem que seja por um dia, ou uma hora. Ele sabe que um dia aquele céu azul e aquelas nuvens prateadas serão dele. Um dia ele será livre para ir onde quiser, ele tem certeza disso, ele tem certeza que um dia estará novamente em sintonia com suas fiéis asas indomáveis.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Abrindo Caminhos.
Algumas vezes ao voltar para casa eu caminhava de uma maneira automática, como se estivesse em uma rotina, como se aqueles minutos andando sozinho na sombra da noite representassem minha vida, ou pelo menos, uma etapa dela. Não é uma comparação tão insana olhando pelo sentido figurado. O caminho feito geralmente por decidas e curvas mostrava um momento agitado e ao mesmo tempo complicado. A escuridão das nuvens no céu mostrava falta de fé no futuro. As pessoas ao redor estavam sempre distantes e com olhar cansado. Minha reação quanto a esses dias em que uma simples caminhada parecia ser um momento torturante geralmente era a mesma, ignorar aquela situação, como se não fosse tão importante. Funcionava por um tempo, porém esses dias se tornaram freqüentes, e obviamente, me bateu certa preocupação. As caminhadas ficavam cada vez mais longas e complicadas. A escuridão ficava cada vez mais sufocante. Eu me sentia completamente sozinho. Foi então que algo me ocorreu.
Em um dia comum, enquanto me preparava para voltar para casa e dava os primeiros passos diante de uma rua escura, senti algo tocando meu ombro direito. Podia jurar que era uma mão, macia e delicada. Olhei para trás e não vi nada alem da lua cheia pairando no céu limpo, demorei segundos para perceber que essa era a primeira vez em muito tempo que eu o via assim, tão limpo e bonito. Ao me recuperar da distração reparei que aos poucos o asfalto outrora complicado e tortuoso era substituído por um belo caminho feito de jardim e pedras. As pessoas que antes vagavam como sombras ao meu redor haviam desaparecido. O céu limpo trazia um brilho nunca antes visto. Dessa vez eu não me sentia sozinho. A impressão que eu tinha a cada passo que eu dava era que alguém me acompanhava como se estivesse me protegendo. Não importa se era ilusão, imaginação ou realidade. Eu não fazia idéia de onde vinha aquela energia, o que importa é que pela primeira vez em muito tempo eu me sentia seguro e confiante para prosseguir em meu destino. Pela primeira vez em muito tempo o céu se abria e uma esperança ressurgia em algum lugar do horizonte.


terça-feira, 12 de outubro de 2010
Vida Eterna

As vezes eu fico pensando, qual o sentido da vida? Muitas pessoas acreditam que é simples, nós nascemos, vivemos inúmeras emoções e momentos, e simplesmente... morremos. Faz algum sentido? Eu acho que não. Talvez eu seja muito otimista, talvez não.. talvez eu seja realista! Eu imagino a vida como uma passagem, pra mim a verdadeira vida é do outro lado. Fico inclusive me perguntando, é tão difícil assim acreditar que essa aventura insana da qual não sobreviveremos é apenas uma etapa? É tão difícil acreditar que existe esperança para seres que falecem com apenas 1 ano de idade? Para algumas pessoas é difícil sim! Pessoas são céticas, acreditam apenas no que vêem, e mesmo se elas conseguirem ter alguma prova de algo, elas ainda sim duvidam, simplesmente porque acreditam mais no mal do que no bem.
As perguntas chegam a ser clichês, coisas do tipo: “Me explica então porquê que minha vida é tão ruim?” - “Me explica então qual o sentido disso?” - “Ir e voltar inúmeras vezes, pra que?“ - “Porquê Deus quis isso?” - Chegamos no ponto chave... O grande mistério, o motivo do nosso Criador. Eu tenho teorias, é cada uma mais insana que a outra, mas uma coisa eu tenho em mente. Só saberá aquele que for evoluído o suficiente para aceitar a idéia, o “teste” divino. Faz um pouco de sentido se você parar para pensar. Imagina só o desafio: Você cria inúmeros seres sem experiência nenhuma, com livre arbítrio e uma mente inexperiente. Coloque eles para viver no mesmo lugar, todos soltos com necessidades diárias e conseqüentemente, problemas. Quais são as chances de um deles se tornar em pouco tempo um ser completamente altruísta, de puro amor e sem egoísmo ou qualquer outro sentimento negativo? Zero. Pois então, chegamos na solução: A reencarnação. Imagine novamente que você crie inúmeros seres e coloque eles para seguir um fluxo infinito. Eles terão que viver em um planeta por um certo período e voltar para se preparar para uma nova vida. Uma coisa é certa, ele sempre vai trazer no inconsciente tudo o que aprendeu de bom, e claro, trará também as lembranças do que fez de ruim. Ao começar uma nova vida sua mente terá que ser apagada, pois obviamente seria uma loucura se todos soubéssemos de vidas passadas, certo? Agora voltando à pergunta anterior, quais são as chances de um deles se tornar em pouco tempo um ser perfeito? Maiores que zero.
Pois bem irmãos, acredito eu que a evolução vem de cada passo dado por nós em cada dia. O sucesso vem da insistência e da determinação. A vitória vem das repetidas tentativas seguidas por derrotas, conquistando então, a experiência. A experiência trás a evolução.
Creio eu que disso tudo no fundo todos nós sabemos, como em uma prece conhecida por muitos nós já diz: “É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se nasce para a vida eterna.”
Até logo querida Tia Gilca... até logo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
A Viagem

Sinto como se estivesse em uma viagem, um turbilhão de luzes multicoloridas passa diante dos meus olhos. Será que estou dormindo? Parece que sim, agora sinto que estou em um sonho. Estou em uma casa, não sei se é a minha, não sei onde é. Ao meu lado eu vejo minha irmã sentada em uma cadeira lendo um livro. Não consegui ler o nome do mesmo. Tentei chamá-la, pois estou com sede, ela continuou lendo o livro como se não estivesse me escutando. Tentei eu mesma pegar a água, mas me dei conta de que não conseguia sair do lugar. Estava paralisada, ou pior, estava sem forças. Observei melhor o ambiente em que estava. Havia uma outra pessoa em uma cama do meu lado, parecia estar dormindo tranquilamente. Não era uma casa. Agora eu não sabia se estava realmente dormindo. Me dei conta de que estava no hospital, me lembrei então, eu estava doente. Fiquei lembrando dos momentos em que estive no hospital, bem aos poucos... a impressão que eu tinha era que foi a muito tempo atrás. Em meio a devaneios e pensamentos sem controle, me dei conta que tinha uma única pessoa no quarto que não ignorava minha presença. Era um senhor de idade, mulato e com feições muito sensíveis. Ele tinha uma bengala, que ficava encostada na cadeira, enquanto ele me encarava com um olhar sereno. Ele me observava atentamente. Perguntei a ele o que estava acontecendo. Ele não disse nada. Antes que eu pudesse fazer outra pergunta, ele se levantou e veio até a mim. Ele me estendeu a mão como se estivesse querendo me levar para algum lugar. Escutei em minha mente: - "Venha comigo, irmã. Não tenha medo." - Eu perguntei ele o que estava acontecendo, mas antes que ele pudesse responder, eu finalmente me dei conta. Olhei novamente para minha irmã, que estava chorando. Ela continuava lendo sem parar o livro, que agora eu conseguia ler o nome. Eu conhecia esse livro, eu conhecia essas palavras. Olhei novamente para o senhor, enquanto sentia meus olhos lacrimejando estendi minha mão para ele. Ele então me disse: - "Ela vai ficar bem, não tenha medo. Você agora vai para um lugar melhor." - Uma luz envolveu o quarto e eu adormeci profundamente em meio de um turbilhão de luzes multicoloridas, e parecia que finalmente, eu estava em uma viagem.
Gilca Margarida de Castro - 12/10/1959 | 27/09/2010
Não tenha medo, um dia todos nós estaremos juntos. Tudo sempre dá certo no final, não importa o sofrimento, não importam as dificuldades. Não importa o que aconteça. Uma luz sempre vai estar nos esperando no fim do túnel.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A Ribbon of Black

Um caminho longo, um destino incerto... O olhar vago disperso nas nuvens brancas do céu. O pensamento esta longe, tão longe quanto uma estrela. Ele pensa, ele deseja, ele quer. Ele quer mais que tudo, a beleza dos céus, a brisa dos ventos, o brilho incolor das nuvens... Talvez o maior motivo de sua paixão, de sua vontade incalculável de estar lá, no ponto mais alto do mundo. No ponto mais fundo do seu coração.
Em uma cena em preto e branco onde tudo aconteceu, ela estava com sua fita preta amarrada no cabelo enquanto o encarava de longe. Ele se foi, ela ficou. A fita voava contra as cinzas enquanto ele acompanhava o sorriso dela, um sorriso mais de aceitação do que de felicidade. Um sorriso de adeus. A fita continuava sem parar, como se todo o percurso já estivesse traçado. Um flashback de memórias passadas, tão real quanto um deja-vu. Essa cena se repetia na mente dele todos os dias, mas como um sonho. Como algo que ele nunca viveu, pelo menos pensa que não, pelo menos não nessa vida.
Toda vez ao pensar no futuro, ele se vê voando, como nas suas lembranças de outras existências. Toda vez ao pensar no futuro ele não se vê diferente. Ele sabe o que vai ser. Pode até parecer um sonho impossível, mas para ele, impossível é viver com os pés no chão. Impossível é viver sem um par de asas e um mundo inteiro para explorar. Sim, é um caminho longo, e ele não vai descansar enquanto não voltar para o lugar onde pertence. O infinito que sempre sonhou.
“Into the distance a ribbon of Black, stretched to the point of no turning back. A dream unthreatened by the morning light, could blow this soul right through the roof of the night. ” - Learning to Fly - Pink Floyd
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